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Sistema construtivo Steel Frame

O termo “Steel Frame” é a forma de como é conhecido no mercado internacional o sistema construtivo Light Steel Framing (LSF) ou estrutura de aço leve. Muito usado em países como Estados Unidos, Japão, África do Sul, Austrália e Chile tendo como principais vantagens

·         Redução no prazo de execução da obra;

·         Material estrutural em aço mais leve e com maior resistência à corrosão;

·         Durabilidade;

·         Maior precisão na montagem de paredes e pisos;

·         Desperdício e perda de material reduzidos;

·         Custo reduzido;

·         Material 100% reciclável e elevada resistência ao fogo.

A estrutura utiliza o aço (steel) galvanizado como principal elemento estrutural e os perfis com pouca espessura* (light) são moldados através de processos mecânicos à frio ou perfis formados a frio (PFF). Seu uso é destinado para edifícios mais baixos – residências unifamiliares – geralmente até seis pisos de altura – edifícios multiandares. A construção toma forma pela montagem de quadros ou esqueletos (framing). Estes quadros suportam o edifício e seu conteúdo.

* Variam entre 0,55 mm a 2,3 mm, geralmente conformado com 90 mm, e no caso do Sistema Allmas®, produzido conforme projeto estrutural sob medida.

Originalmente a Allmas construia pelo processo de montagem manual, dependendo fundamentalmente da habilidade dos montadores na gabaritagem dos diversos paineis. Com a mudança para o sistema automatizado, extinguimos a fase de produção de gabaritos, provocando enorme aumento da precisão e velocidade bem a obtenção da garantia de se executar a estrutura conforme projeto. A consequencia é que reduzimos até 60% da montagem em campo, reduzindo a mão-de-obra necessária e consequentemente redução do tempo.

ORIGEM

Sua origem remonta os Estados Unidos do pós-guerra, já que era utilizado em grandes edifícios e arranha-céus como divisórias. Logo perceberam que poderiam substituir as construções com madeira para habitações residenciais. Nos anos 80 teve uma maior força graças às restrições impostas à indústria madeireira. Estas restrições elevaram o preço da madeira até que a partir dos anos 90 o Steel Frame foi a matéria-prima preferida entre os construtores. Após este boom, foram criados normas para este processo que acabou sendo exportado para diversos países mundo afora.

Em muitos países o Steel Frame levou um tempo para ser aceito com segurança. Por exemplo, no Brasil, a pouco tempo a Caixa Econômica Federal, principal banco que financia moradias, liberou o financiamento para construções com Steel Frame. A grande vantagem percebida em diversos países foi a padronização do processo construtivo gerando uma qualidade final que muitas vezes é difícil de encontrar na construção tradicional de alvenaria devido estar diretamente relacionada com a qualidade da mão-de-obra envolvida.

 

ESTRUTURAL

Em questão de segurança estrutural, em nada perde para a alvenaria tradicional que utiliza aço em vigas e colunas, por exemplo. No caso do Steel Frame, a casa é totalmente montada com perfis de aço a cada 60 cm ou menos tendo uma excelente distribuição de peso e uniformidade na distribuição das cargas. Em uma casa de aproximadamente 200 m², totaliza mais de 10 toneladas de elementos de metal de alta resistência unidos por milhares de parafusos estruturais. Ainda assim é mais leve que uma casa tradicional, já que não tem o peso do concreto, cimento ou tijolo.

Pelo fato de não serem necessários vigas ou colunas isoladas de apoio, todas as paredes exteriores podem ser consideradas como estrutura do edifício e por onde se reparte todo o peso das placas e andares. Assim, se compreende facilmente a extraordinária resistência sísmica destes edifícios.

Geralmente é montado sobre uma fundação tipo radier, com isolamento hidrófugo e com as alimentações elétricas e hidráulicas já instaladas. Os painéis LSF são fixados à fundação com chumbadores. Quanto a laje, existem dois tipos, a “seca” e a “úmida”. As lajes secas podem ser compostas por painéis OSB ou placas cimentícias apoiadas em vigas de entrepiso. Já as úmidas são compostas por formas de aço (telhas galvanizadas) preenchidas com concreto e tela eletrossoldada, conhecidas como “Steel-Deck”.

O fechamento dos quadros ou paredes tem revestimento com placas OSB e placas cimentícias, permitindo um excelente acabamento. O fato da estrutura ser flexível, se adapta às mínimas variações do terreno, não abrindo fissuras nas paredes e sem apresentar o risco de queda de vigas ou colunas. Internamente pode ser combinada com o sistema construtivo conhecido como drywall.

Este sistema ganhou tamanha notoriedade no meio construtivo brasileiro que já foram publicadas duas normas NBR 6355 (2003) – Perfis estruturais de aço formados a frio e a NBR 14762 (2001) – Dimensionamento de estrutura de aço constituídas por perfis formados a frio. Sendo que a primeira padroniza a produção dos perfis de aço e a segunda regulamenta os procedimentos para dimensionamento da estrutura de aço.

Com a evolução do sistema, pesquisadores passaram a desenvolver soluções automatizadas de maior eficiência que garantiu ao sistema fixar-se ao mercado como uma solução definitiva para construção de edificações diversas ao porte de seis pavimentos que comporta mais de 80% das construções.

 

 

CONFORTO TÉRMICO, ACÚSTICO E DE UMIDADE

Desafio para as mais variadas formas de construções, o isolamento térmico e acústico é muito aderente e flexível para a construção com Steel Frame, é possível diversas configurações para atender melhor cada região. Em suas paredes externas e internas, além das vigas do piso, é possível forrar com elementos como o poliestireno expandido e lã mineral, além do gesso acartonado.

Em uma construção convencional, tal proteção térmica e acústica é praticamente impossível. Este item é muito importante e pesa no bolso do consumidor em algumas regiões já que, com este isolamento, torna o interior da construção LSF um ambiente de clima controlado e um excelente dispersor de ruídos. Neste tipo de construção também são aplicados isolantes que, por si só, mantém o ambiente numa temperatura que evita condensações, comuns em paredes de cimento e tijolo. O ponto de orvalho (ou condensação) ocorre sempre no exterior da parede e nunca no seu interior, tal como é habitual nas paredes convencionais.

 

LOGÍSTICA

Os materiais em si do LSF são usualmente mais caros que os usados na construção convencional, no entanto, a característica que o torna economicamente acessível e competitivo é exatamente o fator tempo que, evidentemente está ligado com mão-de-obra, uso de energia e equipamentos que são cada vez mais dispendiosos neste segmento. Algumas vantagens:

·         Excelente movimentação e ergonomia em função dos componentes terem um peso relativamente baixo;

·         Utilização de sistemas de fixação mecânica ao invés de cimento;

·         Aplicação de argamassas de rápida secagem para rebocos exteriores;

·         Facilidade de colocação de tubos hidrossanitários e dutos elétricos sem necessidade de quebra de tijolos ou concreto;

·         Mão de obra especializada e, apesar do custo hora ser maior, a qualidade do serviço é superior devido à qualificação. Item este que é difícil de encontrar ou identificar em pedreiros, serventes e até em mestres de obras tradicionais.

 

 TENDÊNCIAS 

Como qualquer produto novo lançado, existe uma curva de maturidade até se ter preços mais acessíveis e competitivos. Inicialmente existem investimentos em equipamentos para industrialização, preparação de mão-de-obra especializada, um esforço de marketing contra uma demanda inferior. Os custos iniciais sempre serão maiores. No entanto, espera-se que o número de construções com estrutura metálica cresça, tornando-a mais comum e assim os custos finais tornem este processo construtivo um dos principais do Brasil.

Espera-se também uma maior especialização e entendimento dos profissionais de arquitetura e engenharia para fazer cálculos mais precisos e com segurança. Isto pode permitir cargas corretas nas quais podem proporcionar reduções de custos nas fundações e racionalização de espaços em relação ao uso de materiais, ou seja, projetos inteligentes e otimizados.

Construções geminadas também é outro fator importante para a redução de custos. Parte dos componentes podem ser pré-construídos em ambientes industriais ou depósitos de forma padronizada e em escala. Tal técnica se assemelha as casas pré-fabricadas que possuem a características de serem entregues praticamente prontas e com instalações em tempo recorde. No entanto, não deve ser confundida com este outro tipo de construção que, por teoria, pode ser desmontada e deslocada. Podendo ser um problema para instituições bancárias que “imobilizam” recursos nestes imóveis e os tem como garantia em caso de não pagamento do financiamento.

Tem se notado no mercado outra prática que é a utilização híbrida com a alvenaria. Estruturas de telhados estão sendo fabricados com LSF e algumas construções antigas, por não suportar paredes ou outro tipo de adaptação, vêem nesta construção leve a solução para criar novas configurações, tornando-o uma técnica versátil.

 

CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

O LSF é considerado um green building ou “construção sustentável” pois promove uma maior eficiência econômica, uma enorme poupança de recursos naturais e humanos e um menor impacto ambiental nas soluções adotadas das fases de projeto, construção, utilização, reutilização e reciclagem da edificação. Além disto, existem alguns aspectos interessantes tais como:

·         O baixo peso dos materiais reduz os meios de transporte e o consequente consumo de combustível;

·         O peso lançado sobre os solos, especialmente em encostas ou terrenos instáveis é extremamente reduzido, causando um menor risco para as pessoas e natureza;

·         O ruído de máquinas transportadoras e elevatórias é eliminado;

·         Devido ao cronograma mais rápido, menos a comunidade sofre o impacto de movimentações no local de operários e veículos;

·         O uso da água é praticamente desnecessário;

·         Reduz em aproximadamente três vezes a geração de CO2 em comparação com a alvenaria tradicional;

·         Diferente do aço que é reciclável, emprega-se energia no concreto ou tijolo que posteriormente é desperdiçada pois são descartados;

·         As madeiras empregadas, como o OSB, são produzidas exclusivamente com árvores plantadas para este fim e que são utilizadas jovens e com pequeno diâmetro, permitindo uma rápida reposição da floresta;

·         Obra mais limpa, com menos entulho e mais segurança para os trabalhadores no local. 

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Comentários

1 Response


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    Maria Sulamita says

    Bom dia!

    Fiz duas casas em Stell Frame, e a Caixa não financiou de jeito nenhum.

    Antes de construir fui até a Caixa perguntar, se financiavam, estava tudo certo.

    Depois o comprador foi financiar e a resposta foi não… pediram tantos documentos, laudos técnicos que nem existem….. que desistimos fiquei mais de 6 meses, nesta luta.

    Minhas economias foram todas.

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